Orgulho de ser cooperativista

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Por Cláudio Montenegro, editor-executivo da Rio Cooperativo*

A Organização das Cooperativas Brasileiras acaba de lançar um movimento que visa a valorizar o orgulho cooperativista. Trata-se do SomosCoop, que ganhará ampla divulgação nos próximos meses, com o objetivo de tornar a marca do Cooperativismo amplamente conhecida, contemplando com legitimidade e engajamento todos aqueles que se dedicam de corpo e alma à doutrina fundada em 1844 e que até hoje perdura com seus princípios e ideais, norteando um modelo econômico baseado em condições justas e com o profundo sentimento de cooperação e união.

Enquanto vivenciamos o país afundado num verdadeiro mar de lama, vivenciando uma crise ética e moral sem precedentes, o modelo cooperativista torna-se a saída viável para uma sociedade em busca de soluções econômico-financeiras ao alcance de todo e qualquer cidadão comprometido com os sete princípios que o embasam.

Não é redundante relembrar:
1º Adesão livre e voluntária – em que o livre arbítrio e a participação são a base participativa dos membros da sociedade cooperativa. Não existe qualquer discriminação por sexo, raça, classe, crença ou ideologia.

2º Gestão democrática – a base da sociedade cooperativa é democrática, pautada em decisões da Assembleia Geral, formada pelo Quadro Social. Ou seja, a maioria dos cooperados decide o futuro da instituição, sendo co-responsável por acertos e erros. Seus membros participam ativamente na formulação de suas políticas e na tomada de decisões. E seus representantes oficiais são eleitos por todo o grupo.

3º Participação econômica – cada cooperado contribui para o desenvolvimento da cooperativa, e todos os membros contribuem equitativamente para o capital da organização, dividindo as despesas administrativas conforme determinação estatutária. Parte do montante é, normalmente, propriedade comum da cooperativa e os membros recebem remuneração limitada ao capital integralizado, quando houver. Os excedentes da cooperativa podem ser destinados a: benefícios aos membros, apoio a outras atividades aprovadas pelos cooperados ou para o desenvolvimento da própria cooperativa. Tudo sempre decidido democraticamente.

4º Autonomia e independência – as cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas por seus membros, e nada deve mudar isso. Se uma cooperativa firmar acordos com outras organizações, públicas ou privadas, deve fazer em condições de assegurar o controle democrático pelos membros e a sua autonomia.

5º Educação, formação e informação – ser cooperativista é se comprometer com o futuro dos cooperados, do movimento e das comunidades. As cooperativas promovem a educação e a formação para que seus membros e trabalhadores possam contribuir para o desenvolvimento dos negócios e, consequentemente, dos lugares onde estão presentes. Além disso, oferece informações para o público em geral, especialmente jovens, sobre a natureza e vantagens do cooperativismo.

6º Intercooperação – Cooperativismo é trabalhar em conjunto. É assim, atuando juntas, que as cooperativas dão mais força ao movimento e servem de forma mais eficaz aos cooperados. Sejam unidas em estruturas locais, regionais, nacionais ou até mesmo internacionais, o objetivo é sempre se juntar em torno de um bem comum.

7º Interesse pela comunidade – Contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades é algo natural ao cooperativismo. As cooperativas fazem isso por meio de políticas aprovadas pelos membros.

São princípios inconfundíveis, estabelecidos pelos tecelões de Rochdale, em 1844, e que perduram até hoje, formando a base do verdadeiro espírito cooperativo e que nos permite declarar em alto e bom tom, sem medo de errar, nosso orgulho em sermos cooperativistas.

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