Panorama do táxi carioca é apresentado em evento

Reportagem: Richard Hollanda (richard.hollanda@comunicoop.com.br)

Trinta e um por cento dos taxistas do município do Rio de Janeiro trabalham sete dias por semana. É o que mostrou o “Diagnóstico da oferta e demanda por táxi no município do Rio de Janeiro”, encomendado pelo Sistema OCB/Sescoop-RJ e feito por técnicos da Coppe/UFRJ. A pesquisa foi divulgada na sexta-feira, 1º de dezembro, em evento realizado no Novotel Santos Dumont, com a presença de taxistas de diversas cooperativas.

A ação teve início no mês de março, quando foram entrevistados 1.074 profissionais. Os números, de acordo com Marcelino Aurélio, coordenador do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, dá um panorama completo da atual realidade da categoria. “Esta é a primeira vez que se tem uma visão completa dos táxis. Os números serão importantes para que a Prefeitura e outros órgãos possam planejar de forma mais precisa a categoria”, disse.

Outros números que foram destacados no levantamento é o de que 67% dos profissionais têm entre 36 e 55 anos de idade. Além disso, 37% tem até 10 anos de profissão. O total de corridas por dia também foi levantado. Segundo a pesquisa, 71% dos taxistas entrevistados fazem de 5 a 15 corridas diárias.

Representantes da Prefeitura do Rio de Janeiro acompanharam a divulgação da pesquisa e ficaram satisfeitos, pois os números apresentados deram um panorama completo dos táxis na cidade. “A Prefeitura não abre mão do táxi e uma prova disso são os trabalhos direcionados à categoria, como a criação do aplicativo Táxi.Rio, que em seu primeiro mês fez mais de 20 mil corridas. E vejo como muito importante esse estudo feito pela Coppe/UFRJ, pois embasará nosso planejamento”, disse Fábio Pimentel, diretor-presidente do Iplan-Rio.

O presidente do Sistema OCB/Sescoop-RJ, Marcos Diaz, afirmou que a pesquisa faz parte um trabalho de valorização dos taxistas desde o início da atual gestão. “Promovemos inúmeros eventos, que desencadearam em estudos como o apresentado pela Coppe/UFRJ. No entanto, precisamos dar andamento ao projeto e dar a visibilidade à profissão como ela precisa”, comentou o dirigente.

Diretor da OCB/RJ e representante do ramo Transporte junto ao Sistema OCB, Vinícius Mesquita falou da importância do estudo: “Temos feito um trabalho forte de conscientização junto ao Poder Público, pois sabemos que no futuro existe a tendência de uma mobilidade mais difícil na cidade. E o diagnóstico nos dá um parâmetro a ser seguido”, finalizou.

Profissionais

Inúmeros profissionais tiveram presentes na apresentação do diagnóstico, como o presidente da Cooparioca, Severino Vicente de Lima. Para ele, “o levantamento é um trabalho que dimensiona a atual realidade da categoria e os caminhos para o futuro”, comentou.

Marcos Bezerra, presidente da Novo Rio Coop, também acompanhou a apresentação da pesquisa. Para ele, “os números retratam, de fato, como é composta a nossa categoria. Temos inúmeros desafios daqui para frente”.

Participaram do evento, o diretor da OCB/RJ, Ângelo Galatoli, e o superintendente do Sescoop/RJ, Daniel Granuzzo.

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