O número de advogados vai diminuir 90%

Ninguém duvida das rápidas, irreversíveis e visíveis transformações que ocorrem no mundo. Embora para alguns a globalização não seja um fenômeno novo, mas algo que ocorre de forma sistemática desde pelo menos o século XV, o fato é que a tecnologia da informação e a internet, em particular, determinaram mudanças expressivas nas relações internacionais, certamente proporcionais aos sete bilhões de habitantes da nossa aldeia: hoje, as distâncias propiciadas pelos recursos tecnológicos estão aparentemente tão curtas que se costuma dizer que o concorrente do comerciante localizado do lado esquerdo da rua não é mais o do lado direito – já que este pode estar em Tóquio, Paris, Honolulu ou quem sabe em Tristão da Cunha, considerado o lugar mais remoto do planeta. Definitivamente, não somos uma ilha.

Essas mudanças geram mudanças e nós, os eternamente mortais, especialmente os mais jovens, devemos nos preparar para o que ainda vem por aí: há cerca de 50, 60 anos – para não ir muito longe – ainda não se falava em telecomunicações via satélites, computador pessoal, celular, internet, robótica… O primeiro videogame surgiu em 1972, há menos de meio século! A respeito desses cenários, há um texto interessante circulando nas redes sociais1 que compara alguns empreendimentos e, de maneira jocosa, leva-nos a refletir a respeito do que ainda vem por aí: Netflix faliu as locadoras. O Google faliu as enciclopédias. O Whatsapp está complicando as operadoras de telefonia. Uber está complicando os taxistas. A OLX acabou com os classificados de jornal. O Smartphone acabou com as revelações fotográficas e com as câmeras amadoras. O e-mail complicou os Correios. A Nuvem complicou a vida dos pen drive.

Sem entrar no mérito dos eventuais exageros, o que isso, do ponto de vista prático, significa para as pessoas comuns? No mínimo, a certeza de que as coisas continuarão mudando em alta velocidade e o momento de tomar decisão não se encontra no futuro distante, mas aqui e agora. A realidade nos mostra que mutações estão ocorrendo de fato e que é preciso estar preparado para os novos desafios – diferencial competitivo num mercado cada vez mais acirrado.

Segundo o texto a que fiz referência, jovens advogados americanos já enfrentam dificuldade para conseguirem emprego em função de um aplicativo denominado IBM Watson; com ele, de acordo com a matéria, pode-se obter aconselhamento legal em “poucos segundos, com uma precisão de 90% em comparação com uma precisão de 70% quando feito por seres humanos.” No final, o texto aconselha: “se você estuda direito, pare imediatamente. Haverá 90% menos advogados no futuro. Somente especialistas permanecerão.”
Pense nisso…

 

Por: Paulo Roberto Rezende é mestrando em Administração, graduado em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, com pós-graduação em Gestão Estratégica Empresarial e em Docência de Ensino de Nível Superior. Palestrante e consultor nas áreas de Comunicação Empresarial, Ética Profissional, Gestão Organizacional e de Recursos Humanos, Liderança, Língua Portuguesa, Motivação, Planejamento Estratégico, Redação Técnica, Treinamento & Desenvolvimento.
E-mail: paulorezende@id.uff.br – Site: educacaoempresarial.wixsite.com/educacaoempresarial

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