Administração de conflitos interpessoais

O conflito interpessoal decorre da divergência de opinião entre duas ou mais pessoas – ou grupos. Num ambiente corporativo, em particular, não advém necessariamente da incompatibilidade em nível pessoal das partes envolvidas. Pode originar-se de ruídos no processo de comunicação, de pontos de vista diversos a respeito do objeto de discussão, do conjunto dos valores, da insegurança, entre outros fatores mais ou menos complexos.

Despir-se de ideias preconcebidas é determinante para manter sob controle as eventuais desavenças, evitando-se os reflexos negativos e seus desdobramentos. Para isso, são atitudes essenciais para a administração dos conflitos a antecipação (intervenção antecipada pode evitar que os desgastes decorrentes do conflito agravem-se), foco (ter em vista o problema e não as pessoas) e experiência (considerar a experiência e maturidade dos personagens, o que facilita a linguagem e a escolha dos exemplos).

É importante saber que todos possuímos necessidades psicológicas as quais, quando violadas, gerarão conflitos: ser valorizado e tratado como indivíduo, estar no controle, ter autoestima e ser coerente, isto é, admitir que erramos. Uma vez instalado o conflito interpessoal, as pessoas podem reagir de quatro formas: revidando, dominando, isolando-se e cooperando. Observe a sua equipe.

No caso das organizações, o líder deve estar atento ao clima do grupo, às relações interpessoais para estar em condições de identificar na origem os fatos e as atitudes que podem gerar conflitos e suas dimensões: são arraigados, decorrentes de ideologias e crenças? Envolvem apenas situações contextuais – esqueceram de avisar a respeito de um compromisso, por exemplo? Origina-se no processo de comunicação – tom de voz, expressões, ironia? Lembre-se de que na dinâmica das relações, os grandes problemas decorrem do acúmulo dos pequenos não resolvidos.

Em função da diversidade humana e das situações em que estamos inseridos, não há um estilo perfeito para se ocupar dos conflitos, especialmente no ambiente corporativo. Embora a assertividade e a empatia sejam características essenciais à liderança, a escolha de um ou de outro estilo para a superação dos confrontos vai depender de inúmeros fatores: complexidade da situação, número de pessoas envolvidas, maturidade do grupo, relevância do problema, urgência requerida, etc. Algumas atitudes no dia-a-dia podem minimizar o surgimento de situações conflitantes: praticar a comunicação eficaz, respeitar as diferenças, condescender com critérios claros, estimular um ambiente de amizade e cooperação, fortalecer o senso de equipe, exercer a autoridade com sabedoria e dar exemplos.

Reflita, amplie as considerações e, na medida do possível, coloque em prática. Assim, na dinâmica do perde-ganha ou do ganha-perde da vida real, todos sairão ganhando.

 

Por: Paulo Roberto Rezende é mestrando em Administração, graduado em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, com pós-graduação em Gestão Estratégica Empresarial e em Docência de Ensino de Nível Superior. Palestrante e consultor nas áreas de Comunicação Empresarial, Ética Profissional, Gestão Organizacional e de Recursos Humanos, Liderança, Língua Portuguesa, Motivação, Planejamento Estratégico, Redação Técnica, Treinamento & Desenvolvimento.
E-mail: paulorezende@id.uff.br – Site: educacaoempresarial.wixsite.com/educacaoempresarial

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