Cooperativismo de crédito marca presença na Rio Money Fair

Reportagem: Richard Hollanda (redacao@montenegrogc.com.br)

Dois dias de debates intensos e produtivos com centenas de profissionais participantes. Esses foram os frutos da Rio Money Fair – A Feira do Dinheiro, evento realizado em maio pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) no Rio de Janeiro. O cooperativismo de crédito foi um dos destaques, que reuniu investidores individuais e institucionais, pequenos, médios e grandes empresários, bancos privados e de desenvolvimento.

A Rio Money Fair veio em um momento importante, pois o mercado de capitais no Brasil está em franca expansão. Em 2016, foi o que mais cresceu na América Latina. Segundo um estudo realizado pela Economática, as 266 empresas de capital aberto no país somaram um valor de mercado de US$ 706,9 bilhões, cerca de 56% a mais que o registrado no ano anterior.

No que tange ao cooperativismo de crédito, foram promovidos dois painéis. O primeiro foi o Cooperativismo de Crédito como fonte de recursos, que contou com a participação do presidente Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras), Kedson Macedo, do presidente do Sicoob Central Rio, Luiz Antônio Araújo, e da economista Myriam Lund.

Na conversa, o dirigente da Confebras, Kedson Macedo mostrou como o ramo crédito se insere no sistema financeiro nacional e as diferenças do negócio cooperativo frente ao privado. Em seguida, Luiz Antônio Araújo comentou que o segmento cresceu a partir do momento em que o Banco Central (Bacen) reconheceu a importância do setor para a economia do Brasil. “Atualmente, vivemos uma realidade melhor, pois somos reconhecidos e incentivados pelo Bacen. Graças ao estímulo às cooperativas, estamos em um outro patamar”, comentou.

O diretor de administração do Banco Central, Luiz Edson Feltrin, frisou o papel singular que as cooperativas de crédito vêm tendo no desenvolvimento das cidades. Dados do Bacen demonstram que 46% dos associados de cooperativas financeiras são oriundos de cidades com menos de 30 mil habitantes, localidades estas que sentiram menos os efeitos da crise que os grandes centros urbanos, onde os bancos concentram sua atuação.

“A realidade atual é diferente da encontrada no passado. Além de ser reconhecida e apoiada, o cooperativismo de crédito hoje se fundamenta em bases sólidas para elevar a sociedade a outro patamar. Não à toa, não param de crescer no Brasil”, comentou Feltrin.

Apoio às startups
A Plataforma Space, idealizada pelo Sicoob Empresas RJ, também foi destaque na Rio Money Fair, no painel Plataforma Space, uma inovação cooperativa – fintechs no cooperativismo financeiro. A iniciativa é uma plataforma de inovação e incentivo oferecidas às startups em estágio operacional. Lá, as empresas recebem capacitação técnica, infraestrutura, crédito e acesso ao mercado, de modo que possam crescer em receita, clientes e valor agregado.

O diretor executivo do Sicoob Empresas RJ, Eduardo Diniz, ministrou uma palestra sobre a iniciativa promovida pela instituição, que é um espaço de incentivo a startups, composta de um coworking, com a aplicação de diversos programas de inovação ao longo do ano.

“As empresas selecionadas do programa terão benefícios, como acesso gratuito ao coworking, isenção de tarifas de conta corrente durante toda a vigência do programa, subsídios internacionais através da parceria com o site F6S, cartão de crédito empresarial, acesso a carteira de clientes do Sicoob Empresas e apoio técnico”, descreveu.

Outros painéis
Também aconteceram durante a Rio Money Fair painéis que abordam temas como o cenário econômico brasileiro em 2017, privatizações e perspectivas para a energia no Brasil, o papel do mercado de capitais na infraestrutura logística, os rumos do empreendedorismo, a poupança previdenciária de longo prazo, oportunidades para grandes empresas e a importância da educação financeira para a consolidação do mercado de capitais brasileiro.

Autoridades das mais diferentes esferas governamentais e instituições de classe participaram, como o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal, o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio), Paulo Protássio, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, entre outros.

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