Crise não é problema. É solução

capa24O Brasil passa por um momento econômico complicado e a crise instaurada no país atinge todos os setores da sociedade, inclusive as cooperativas. No entanto, em meio ao cenário negativo, as cooperativas têm se mostrado uma ótima saída para os associados de diversos ramos.

Uma das formas é mostrar que o cooperativismo é capaz de promover o desenvolvimento econômico e social das cidades.

O Sicoob Central Rio, por exemplo, em 2015 teve números superiores em relação a 2014. O relatório Grandes Números do Sicoob Confederação mostra crescimento no número de associados (13%), no capital social (20%) e nas operações de crédito (23%).

Em comparação com os bancos privados, houve um crescimento maior em patrimônio líquido (14,2% contra 5,5%) e em volume de depósitos (21,5% contra 7,2%). De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), no empréstimo pessoal, por exemplo, a taxa de juros das cooperativas varia entre 30% a 43% ao ano. Enquanto nos bancos comuns, a média é de 120% ano, de acordo com o Banco Central.

Apesar dos bons números, o presidente do Sicoob Central Rio, Luiz Antônio Araujo, confirmou que a crise atingiu a cooperativa, mas não é motivo de pessimismo. “Mesmo num cenário adverso, o Sicoob Rio não teme a crise porque não faz parte dos problemas, mas da solução”, comenta o presidente.

Fundada há quatro anos, o Sicoob Central Rio enfatiza o crescimento das áreas. Segundo Luiz Antônio, algumas ações físicas estão sendo feitas. “Expandimos nossa atuação para que pessoas tenham uma cooperativa perto de casa ou trabalho. Incentivamos a livre admissão, abertura de postos de atendimento e vamos desenvolver uma série de projetos, como o Cooperjovem, palestras de educação financeira, concursos culturais, de redação e cursos de inclusão digital”, explica.

Outros setores
O setor agropecuário também sofre com a crise. Segundo o presidente da Coagro, Frederico Paz, o crédito da cooperativa foi suprimido, que precisou se reinventar para manter seu crescimento. “Saímos de um parque industrial menor, na antiga usina São José, para uma área maior, em Sapucaia. Tivemos dois anos consecutivos de seca que afetou muito nossos cooperados, com perda de mais de 50% da produção. O Instituto Nacional de Meteorologia registra como a pior seca dos últimos 105 anos. Apesar do prejuízo, fomentamos plantio de nossos cooperados com mais cinco mil hectares. Tivemos recursos da Caixa Econômica e da AGERIO, apesar de escassos, e as condições climáticas tornaram-se favoráveis desde o final de 2015. Estamos com preços melhores do açúcar e do álcool, o que refletirá em mais remuneração para nossos cooperados”, afirma.

Passando pela crise com dificuldades, a Coagro está superando graças ao cooperativismo. “A união dos produtores viabiliza aquisição de máquinas e insumos. Prova disso é que a Coagro supera crises desde 2008 e também será capaz de vencer a atual”, conclui Frederico.

Algumas cooperativas buscam o desenvolvimento capacitando a equipe. São os casos da Cooperativa Habitacional Chave Real e da Cooperativa de Trabalho Coopconsult. Na Chave Real, segundo o presidente Afonso de Souza Filho, estão sendo realizados investimentos em qualificação da equipe e em ações na mídia. “Aliando tradição e confiança, projetamos o aumento de nosso quadro de cooperados e atingimos a meta de R$ 3 milhões em negócios por mês”, comenta.

Já na Coopconsult também tem sido trabalhado o aperfeiçoamento dos profissionais. “A partir do momento em que se qualifica seus cooperados, você os prepara para o mercado e fica um passo à frente dos concorrentes”, diz.

Esses são apenas quatro exemplos de superação. As cooperativas fazem parte de um grupo seleto de instituições que se tornam solução para a crise econômica por qual o Brasil passa, sendo um novo momento de inclusão financeira e qualificação profissional.

%d blogueiros gostam disto: