Cooperativas pressionam Congresso

congresso1Detentores de resultados econômicos e financeiros expressivos, os líderes do cooperativismo reforçaram a atuação perante deputados federais e senadores em defesa da aprovação do projeto de Lei 2.125/2015. O projeto visa reduzir as dificuldades no acesso das Cooperativas de Crédito a recursos de fundos constitucionais do Centro-Oeste (FCO); Nordeste (FNE) e Norte (FNO).

A política do governo federal para os Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento soma R$ 121 bilhões, sendo que para o FCO estão destinados R$ 6,8 bilhões, o mesmo valor previsto para o FNO e outros R$ 15,3 bilhões para o FNE, num total de R$ 29 bilhões.
De olho numa parte destes valores, os líderes do cooperativismo foram a Câmara dos Deputados em audiência da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.
O projeto de lei prevê a alocação de pelo menos 10% do orçamento dos fundos para o setor cooperativo, que registrou um crescimento de 10% no primeiro semestre de 2015.
Presidente da Central Sicredi MT/PA/RO, João Carlos Spenthof, ressaltou dificuldades das cooperativas em elaborar o planejamento de aplicação destes recursos, especialmente do FCO, devido a atrasos na alocação dos recursos federais e a falta de clareza nos critérios.
“As cooperativas são genuinamente vetores de desenvolvimento regional, por fazerem parte do dia a dia das comunidades e associados. Pleiteamos essa alocação de recursos a fim de aproximarmos potenciais tomadores de crédito, de novas oportunidades de geração de sustentabilidade econômica e social”, ressalta.
Diretor de operações do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Ênio Meinen, destacou a relevância do cooperativismo como agente de desenvolvimento socioeconômico e de inclusão financeira e os diferenciais de precificação, capacidade operacional e a evolução em práticas de governança.

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