Prefeitura do Rio estuda aplicativo próprio para táxis

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou neste domingo (30/8), que a Prefeitura está estudando um aplicativo que seria usado por todos os 40 mil taxistas do Rio, e que a exemplo, do Uber, permitiria que o usuário do serviço de transporte pudesse pagar as corridas em cartões de débito ou de crédito e ainda avaliar o serviço prestado.

Paes disse que ainda não há um prazo para que a iniciativa entre em vigor, e afirmou que a tecnologia ainda está sendo desenvolvida. “Já existem aplicativos semelhantes, mas vamos oficializar esse serviço para que ele também ajude a Prefeitura a fiscalizar os serviços dos táxis. Não há como colocar um fiscal para cada um dos 40 mil táxis do Rio. Infelizmente, ainda temos muitos táxis negando corrida e prestando um serviço ruim. Com o aplicativo, o usuário vai poder opinar sobre o serviço, o que vai nos ajudar na fiscalização”, explicou o prefeito, que estuda até, através do aplicativo, multar os maus profissionais e até suspender licenças.

Para ele, o serviço de táxis no Rio precisa melhorar muito. E que aplicativos como o Uber, despertaram a Prefeitura para a introdução de mais tecnologia a serviço da qualificação dos serviços prestados aos cidadãos.

“Com as vans não foi muito diferente. Elas surgiram na falha e nos maus serviços prestados pelos ônibus. No começo todo mundo apoiou e depois virou um problema difícil controlar. Hoje, temos muito menos vans circulando, mas com serviço regularizado e de melhor qualidade, que é o que a população precisa. O Rio foi considerada a cidade mais inteligente do mundo, então vamos usar a inteligência, a tecnologia para melhorar a vida das pessoas”, defendeu Paes, disse que ainda vai avaliar o projeto que proíbe o transporte particular de passageiros.

Os planos de Paes foram revelados num momento em que cresce o debate sobre o uso do aplicativo Uber. Na terça-feira (25), a Câmara Municipal do Rio aprovou, em segunda discussão, o projeto de lei que proíbe a circulação de motoristas que façam transporte particular de passageiros como os associados ao aplicativo Uber. A sessão foi acompanhada por dezenas taxistas, que vibraram muito com a decisão. A partir da data da aprovação, Paes tem 15 dias para decidir se sanciona o projeto, que só então passaria a entrar em vigor.

Do total de 51 vereadores, 48 estavam presentes e 42 votaram a favor da lei. Só um foi contra, Jefferson Moura (PSOL), e cinco se abstiveram.

Apesar da aprovação do texto, a Justiça concedeu ao Uber, no dia 14 de agosto, uma liminar que impede o governo de multar motoristas do aplicativo. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a decisão segue mantida.

O texto da lei, elaborado por cerca de 40 vereadores, regulamenta a profissão de taxista e define que apenas veículos regulamentados pela prefeitura possam circular para transportas passageiros. O que, na prática, não permite a circulação do Uber ou de qualquer outra empresa semelhante. 

FONTE: G1.com

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