Tirando as máscaras

Por Paulo Roberto Rezende*

Como as grandes empresas, também podemos elaborar o nosso planejamento estratégico, focados na realização dos nossos sonhos pessoais e profissionais.

Cá entre nós, se você fosse um empresário, você se contrataria? Reserve um tempo e tire as máscaras – calma, não fique bravo, estamos brincando! Olhe-se no espelho e seja sincero – ainda que isso possa entristecê-lo, desapontá-lo, de-ses-pe-rá-lo: você se contrataria mesmo? Sério? Fale a verdade, não invente, doa a quem doer.

Há duas possibilidades: “sim”, e você pode se enganar, ou “não”, podendo, também, estar redondamente errado… E aí?

Pense um pouco
Algumas empresas, de todos os portes e segmentos, costumam realizar periodicamente um trabalho que os especialistas denominam PE (Planejamento Estratégico). Em termos didáticos, trata-se um de um planejamento de médio ou longo prazo elaborado com base nas respostas obtidas a partir de algumas questões bem específicas. Em regra, as respostas são dadas pela alta direção juntamente com o corpo gerencial; em conjunto, eles analisam os cenários, discutem, chegam a alguma conclusão e, então, decidem o que farão nos próximos anos. Para aumentar as chances de sucesso, escolhem não mais do que dois ou três objetivos, os quais são detalhados e quantificados (quando, quanto, como); tudo é registrado, formalizado e divulgado, passando a constituir um compromisso assumido por todos, sob pena de os esforços irem por água abaixo.

Da mesma forma, nós também podemos (e devemos) elaborar o nosso planejamento estratégico, focando a realização dos nossos sonhos, sejam de ordem pessoal (aquisição de uma casa, de um carro, ingressar na faculdade, assistir a próxima Copa do Mundo) ou profissional (conseguir um emprego, trocar de empresa, conquistar uma vaga de astronauta na NASA, ser promovido, competir na próxima Olimpíada). E para isso não devemos perder tempo: querendo ou não, 2018 vai chegar…

Assumindo o leme
Em todos os casos, a regra de ouro é não inventar: não queira abraçar o mundo com as mãos de uma hora para outra – se fizer isso, corre o risco de fracassar e, daí, o desânimo, o pessimismo. Vá devagar, mas firme: escolha uns dois objetivos passíveis de serem concretizados num determinado prazo – não dá para ser Papa em dez anos, ainda que tenha ingressado na carreira eclesiástica; coloque-os na ordem lógica – não é possível casar sem que primeiro arranje alguém que tope encarar o mesmo desafio; registre-os – se não a gente esquece; mantenha-os por perto – para não esquecermos.

Depois de pronto, não se esqueça de falar dos seus projetos para os amigos especiais e amores eternos: junto das pessoas queridas, somos melhores e mais fortes, além da garantia de que teremos por perto uns chatos – adoráveis e insubstituíveis! – que não nos deixarão em paz, doidos para nos verem realizados e felizes! E sem máscaras, isto é, sem escondermos de nós mesmos, certos do que desejamos, sabendo para onde estamos indo e quando poderemos chegar lá. Sucesso!

Bases_450 x 450 px_PauloRezende* Paulo Roberto Rezende é palestrante e consultor nas áreas de Treinamento e Desenvolvimento, Liderança, Planejamento Estratégico, Comunicação Empresarial, Redação Técnica, entre outras. Graduado em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, com pós-graduação em Gestão Estratégica Empresarial e em Docência de Ensino de Nível Superior.

 

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