Nova geração na luta pelo cooperativismo

jorgefelippeneto alerj-webApós cinco meses do início de seu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), o deputado estadual Jorge Felippe vem trabalhando em favor de diversos ramos cooperativos. Confirmado como integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo Fluminense, cuja legislatura se inicia em agosto, em entrevista à Rio Cooperativo o deputado mais novo da ALERJ – com 23 anos – fala sobre as perspectivas para os próximos anos, abordando a importância da modernização do serviço de táxi para melhorar o relacionamento com o cliente e a dificuldade em coibir a ação dos aplicativos de celular, que oferecem serviços de motoristas particulares.

RC: O vereador Jorge Felippe, seu avô, tem trabalhado de maneira substancial para a valorização do cooperativismo de táxi no município do Rio de Janeiro. O que o senhor pretende fazer para a categoria em âmbito estadual?
Junto ao Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, consegui um compromisso de esforço conjunto para a instalação de representantes do táxi em todas as Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (Jaris). É a única categoria profissional ligada ao transporte que não tem representação na Junta. Isso não é justo, pois acabam ficando vulneráveis à “indústria de multas”. Lutamos, também, pela diminuição da burocracia para a categoria e para unificar as vistorias.

RC: Uma das grandes questões que permeiam o segmento táxi são os aplicativos, como o Uber. Em sua legislatura, o que pretende fazer para combater esses aplicativos?
Queremos que o Poder Executivo fiscalize melhor a circulação dos carros ilegais e se pronunciem com mais veemência sobre o assunto. O serviço de transporte de passageiros com carro é exclusividade dos taxistas. Já protocolei dois projetos de leis contra o Uber e submetemos ao crivo popular via grupos de taxistas em redes sociais, como o Facebook. Vários opinaram e surgiram projetos que acabam não só com o atual problema, mas que impedem novos, sem frear os avanços tecnológicos que são benéficos aos taxistas.

RC: Em junho de 2015, a concessionária Rio Galeão colocou os táxis com o aplicativo Resolve Aí no Terminal 1 do aeroporto, retirando as vagas das cooperativas Aerotáxi e Aerocoop, que atuam na área há mais de 30 anos. Qual é a sua opinião e como pretende agir nessa questão?
Esse caso é um absurdo. As cooperativas foram licitadas para estarem ali. A parceria estabelecida é imoral pois atenta contra o interesse público. Neste caso corroboramos com a posição da Justiça.

RC: Quais são, na sua visão, as perspectivas para os próximos anos para o cooperativismo de táxi no Estado do Rio?
Deve haver planejamento para criar as condições basilares para as mais variadas formas de desenvolvimento justo e equitativo. Vamos trabalhar para que as cooperativas do táxi mantenham o seu espaço consolidado, mas sem ficar para trás perante a evolução tecnológica. É necessário um aplicativo único que possa ajudar o cooperativismo do táxi, que atenda às demandas da categoria quanto ao trânsito, condições do veículo, combustível e demanda dos passageiros. Com o respaldo da nossa luta contra a ilegalidade, vejo um futuro para o táxi se desenvolver sem preocupações e modernizando o seu serviço. Vamos aliar uma legislação eficaz à modernização do serviço para melhorar o relacionamento com o cliente, que também deseja classificar, reclamar e elogiar o serviço de forma rápida.

RC: Até o final de seu mandato, o que espera deixar como frutos para o segmento táxi?
Queremos que todos os taxistas tenham condição de viver de sua profissão, cuidar da sua família, criar os seus filhos dignamente. Taxista é autônomo, nasceu assim e assim tem que ficar. Taxista não pode ser refém de empresário. As únicas preocupações devem ser com o trânsito e com os passageiros. É uma profissão que não merece ter que lutar contra ameaças externas de concorrência ilegal e de burocracia que mais atrapalha do que protege. Estamos trabalhando para que o futuro da categoria seja tranquilo e temos certeza desse futuro.

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