O cooperativismo para combater a desigualdade

Bases_450 x 450 px_ClaudioPor Cláudio Montenegro. Jornalista, editor chefe da Rio Cooperativo, diretor geral da Montenegro Grupo de Comunicaçãomontenegrocc@montenegrocc.com.br
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No mundo atual onde a desigualdade cresce progressivamente, a busca por uma sociedade mais justa tem sido a mola propulsora de pessoas, instituições e afins.

Com esse intuito foi pensado o tema Escolha cooperativismo, escolha equidade para a celebração do 93º Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado no último dia 4 de julho. O tema criado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) reafirma o incentivo à igualdade como o instrumento principal do cooperativismo para a transformação social.

A preocupação gira em torno da ascensão das desigualdades no mundo atual. A diferença na distribuição de renda mundial, por exemplo, tem aumentado ao longo dos últimos anos. De acordo com recente relatório do CreditSuisse, apenas o grupo dos mais ricos do mundo, composto por apenas 1% da população mundial, concentra quase a metade da riqueza total do planeta, enquanto metade das pessoas no mundo possui menos de 1% da riqueza mundial. É um hiato preocupante que diz muito sobre a necessidade de criar propostas que minimizem essa situação.

Além do mais, a desigualdade apresenta-se das maneiras mais diversas, ocorrendo a partir de características étnicas e regionais, passando por aspectos pessoais como gênero ou idade. É por isso que a estrutura horizontal da hierarquia nas cooperativas existe, como forma de incentivar uma cultura de trabalho em equipe, em que a cooperação é o foco e a competitividade é substituída pelo talento.

Outro ponto preocupante sobre a desigualdade é que ela influencia a percepção que se tem em relação à autoestima e à justiça, já que todos deveriam gozar do mesmo direito ao respeito e à dignidade. As consequências da desigualdade, inclusive, geram sérias consequências, que são prejudiciais para a economia, a infraestrutura, a segurança e para a democracia de um país. O cooperativismo, então, chega como uma contribuição voluntária para a criação de um mundo mais igual, tendo o foco nas necessidades dos seus membros, ao invés do lucro.

O Dia Internacional do Cooperativismo foi instituído em 1994 pela ACI, embora a data seja comemorada desde 1923. A ideia é dedicar todo primeiro sábado de julho celebrando a confraternização de todos os povos ligados ao cooperativismo. Após o estabelecimento da data notou-se nitidamente o aumento da conscientização sobre o cooperativismo, que também colabora para uma maior aproximação das cooperativas com a sociedade, o governo e demais instituições.

Princípios cooperativistas
Os sete princípios do cooperativismo são as linhas orientadoras por meio das quais as cooperativas levam os seus valores à prática. Foram aprovados e utilizados na época em que foi fundada a primeira cooperativa do mundo, na Inglaterra, em 1844. A partir desta edição, iremos apresentar cada um dos sete princípios.

1: Adesão voluntária e livre – As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membros, sem discriminações de sexo, sociais, raciais, políticas e religiosas.

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