Fórum propõe ações para combater o roubo de cargas

Gerais da Feira (17)O roubo de cargas é um dos grandes obstáculos no caminho dos transportadores brasileiros. Além de causar prejuízos materiais, a violência das abordagens desestimula os profissionais da área, que optam por deixar o ramo, encarecendo a mão de obra. Pensando em soluções para este problema, a Fenacargo 2014 sediou o Fórum Interestadual para Ações Integradas de Prevenção e Repressão ao Roubo e Furto de Cargas e Veículos de Carga.

O painel reuniu várias autoridades em segurança rodoviária do país. O mote das discussões foi a necessidade de planejar ações integradas dos diversos atores envolvidos no segmento. Em sua apresentação, o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Wagner José Duarte, lembrou da importância de um banco de dados padronizado.

“Integração é importante, mas tem que ser feita com estratégia. Neste sentido, é fundamental padronizar os bancos de dados sobre roubos de carga no Brasil. Cada estado tem um critério diferente”, disse.

Em seguida, o assessor de segurança da NTC & Logística, Paulo Roberto Souza traçou um panorama do roubo no país. Entre os números apresentados, destacou que o Sudeste é a região mais atingida, concentrando 82% dos 15.200 furtos registrados em 2013. “As empresas estão no limite, gastam o que podem para garantir a segurança da carga”, disse.

Apesar do grave quadro, Rafael Alvim, chefe de policiamento da PRF no Rio de Janeiro, destacou que em 2013 houve uma redução dos roubos de cargas no estado durante a Copa das Confederações. A baixa no número de registros, ressaltou, “aconteceu devido ao aumento do efetivo para a realização do evento esportivo”.

Entre as medidas que a PRF tem tomado para enfrentar a questão, Rafael Alvim citou o Núcleo de Operações Especiais (NOE), o Grupo de Fiscalização do Transporte (GFT) e o sistema Alerta Brasil, que aponta alertas gerais sobre veículos com denúncia de roubo.

Lorenzo Pompilho da Hora, delegado da Polícia Federal e atuante na Divisão de Repressão a Crimes contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas (DPAT), ressaltou a organização dos criminosos. “Eles têm uma liderança forte, hierarquia e disciplina, e costumam usar de muita violência em suas abordagens”, declarou.

Por fim, o delegado recomendou atenção à cooptação de funcionários por criminosos, uma prática comum no setor.

 

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