Mobilidade urbana é discutida na Fenacargo

Rede Transporte (1)Amobilidade urbana também foi outro assunto em foco na Expotáxi Brasil e Fenacargo. Um dos palestrantes, o ex-secretário de Transportes do Rio de Janeiro, Carlos Roberto Osório, detalhou as mudanças na malha logística da cidade com ênfase nas perspectivas para o trabalho dos taxistas e o transporte de cargas.

Ele traçou um quadro comparativo da infraestrutura de transportes do Rio entre os anos de 2010, 2012 e 2016. Entre as principais mudanças, Osório destacou a construção da Transcarioca e outras obras previstas, como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Centro da cidade e uma segunda via expressa ligando os bairros do Recreio a Deodoro.

“Sei que as obras causaram transtornos e assumo a responsabilidade por isso. Mas, com diálogo, estamos melhorando a estrutura de transportes”, disse.

Engarrafamentos causam prejuízos

Quem também palestrou foi Riley Rodrigues de Oliveira, especialista em competitividade industrial e investimentos do Sistema Firjan. Ele abordou os prejuízos que os engarrafamentos causam ao Rio, dificultando a expansão econômica.

Para ilustrar a difícil situação da mobilidade urbana, Riley lembrou que seis milhões de veículos circulam diariamente pela Região Metropolitana, sendo que 150 mil são caminhões. Os horários de pico somam 11h por dia e o prejuízo dos engarrafamentos chega a R$ 40 bilhões.

“Sem uma rede de transportes adequada não existe economia. O engarrafamento é sintoma da desordem urbana”, ressaltou Rodrigues, acrescentando o fato das pessoas morarem cada vez mais longe dos centros urbanos, sendo obrigadas a grandes deslocamentos para o local de trabalho.

Para começar a resolver o problema, o especialista recomendou, entre outras medidas, aumentar a cobertura do transporte público e o reordenamento urbano.

Gargalos na logística serão mapeados

Em resposta aos problemas na malha de transportes do Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Transportes está elaborando um Plano Estratégico de Logística e Cargas (PELC). O objetivo é mapear os gargalos na infraestrutura do estado, tendo por base um horizonte de 30 anos.

Em sua apresentação na feira, o superintendente de Logística de Cargas da Secretaria de Estado, Eduardo Duprat, enumerou os estudos estratégicos contidos no PELC, como aqueles destinados à conexão logística do eixo Rio-São Paulo no Vale do Paraíba e os planos de investimentos nas concessões. Uma das ferramentas para embasar os estudos é o levantamento visual de campo, similar ao Google Street View e que permite maior precisão nas intervenções.

“Temos dados calibrados sobre a condição desses eixos de tráfego. A logística tem que acompanhar a pujança dos investimentos e, por isso, precisamos de um Plano Estratégico dinâmico”, afirmou Duprat.

 

 

 

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