1º Seminário de Aplicativos de Chamadas de Corridas de Táxi

Tema bastante controverso e que permeia toda uma categoria, os aplicativos de chamada de corridas de táxi foram temas do 1º Seminário de Aplicativos de Chamadas de Corridas de Táxi do Rio de Janeiro, realizado no dia 27 de setembro. E o local para este importante debate não poderia ter sido em outro lugar: a Expotáxi Brasil. Mais de 50 pessoas, entre dirigentes de cooperativas e representantes das empresas Original Software, Wappa, Smartsis e Táxi Machine participaram do encontro, mediado pelo jornalista Luiz Almeida, do Jornal O Dia.

Algumas ações como a criação de um aplicativo único para todas as cooperativas de uma região, através de um meio de integração, também foi bastante comentado.

Para se ter uma ideia da importância do assunto, na cidade do Rio de Janeiro mais da metade da frota de táxis – de 33 mil veículos – possui cadastro em aplicativos de chamadas de corridas. Mas será que esta nova tecnologia ameaça as tradicionais cooperativas e associações de taxistas? Para não perder mercado, as instituições estão lançando aplicativos próprios ou realizando parcerias com as empresas desenvolvedoras.

Rogério Casagrande, da Original Software, apresentou a empresa e afirmou que os produtos são parceiros das cooperativas. Ele comentou a necessidade das cooperativas estarem trabalhando em conjunto. “As cooperativas ou associações tem que se conscientizar da necessidade do trabalho em grupo.  Trabalhando em parceira e com a evolução da tecnologia, as cooperativas devem trabalhar uma forma de captura de pedido. E isso se dá através de uma ferramenta que não seja nociva às associações”, disse o representante da Original.

Em seguida, foi a vez de Marcelo Sicsú, da Wappa, falar. Ele apresentou as vantagens para o taxista. “A Wappa é mais do que um aplicativo, é uma ferramenta de gestão. A ideia é fazer o taxista atingir a meta do dia mais rapidamente, ganhando mais”, comentou Marcelo, acrescentando que existem mais de 250 parceiros em todo o Brasil e mais de 33 mil taxistas cadastrados.

Outra empresa participante foi a Smartsis. A empresa, que possui mais de 80 cooperativas como clientes, possui um aplicativo para todas as cooperativas de Niterói chamado Pool. Marcelo Penner, diretor da Smartsis, afirmou que o objetivo é defender as cooperativas. “A divulgação tem sido bastante eficiente e proveitosa. As cooperativas têm aproveitado bastante”, comentou.

Por fim, Ricardo Góes, da Táxi Machine, pontuou a necessidade das cooperativas estarem inseridas. “Os aplicativos chegaram e as empresas precisam estar cientes da necessidade de se adaptarem ao mercado”, explicou.

Debate

Logo após, taxistas tiveram a chance de comentar sobre o fechamento de cooperativas devido à chegada dos  aplicativos  no mercado. Presidente do Conselho Regional dos Taxistas do Rio de Janeiro (CRT/RJ) e da Cooparioca, Severino Vicente de Lima é um dos mais críticos à chegada dos aplicativos. Segundo ele, está sendo feita uma ação estratégica para acabar com as cooperativas.

“Nós não somos contra a modernidade, mas da forma como ela está sendo implementada.  Muitos taxistas saíram das cooperativas e muitas estão morrendo.  Os aplicativos precisam ser parceiros dos taxistas, como vimos em algumas apresentações. Mas outras, como a EasyTáxi e a 99 Táxi, estão sendo predatórias. Temos que mudar isso e a categoria precisa se reunir”, disse Severino.

Taxistas de outros estados também compareceram. Um exemplo foi Alexandre Silva, da Top Táxi Salvador.  Assim como Severino, ele é crítico à forma como alguns aplicativos agem e pede uma união do segmento. “Em Salvador temos muita demanda de empresas. No entanto, os aplicativos têm tirado isso da gente. Se não nos fecharmos, vamos perder ainda mais”, concluiu.

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