Aplicativos: cooperativas contra-atacam

613-9967-02 613-9967-02Easy Taxi, 99 Táxis, Resolve Aí, Taxi Beat e SaferTáxi são alguns dos aplicativos para aparelhos móveis que estão concorrendo com as cooperativas. No entanto, a falta de fiscalização e a ausência na cobrança de impostos são as principais reclamações dos dirigentes de cooperativas. Na tentativa de solucionar este impasse, empresas como a Gaudium lançam plataformas visando auxiliar as cooperativas.

O sócio executivo da Gaudium, Bruno Muniz, explica que o sistema Táxi Machine permite o controle de boletos, gestão das corridas, faturamento e todo o processo administrativo. O dirigente ressalta, também, que a plataforma permite economia aos taxistas.

“O aplicativo está disponível para cooperativas de qualquer tamanho. Há uma taxa de instalação e de manutenção mensal e o custo pode ser diluído com o aumento do número de taxistas no grupo”, diz.

Pioneirismo

Além de oferecer o serviço tradicional por telefone e pedidos de corridas online (via site), a RioCoopSind foi a primeira cooperativa do Rio de Janeiro a lançar um aplicativo próprio de corridas (imagens acima). Com 25 anos de mercado, a cooperativa recebe uma média de 30 cadastros por dia no aplicativo, que está disponível para os sistemas iOS e Android.

O gerente operacional da RioCoopSind, Hudson Brandão, explica esta decisão. “Analisamos que o contratante do aplicativo seja a cooperativa, pois os taxistas já possuem despesas demais e esses aplicativos cobram uma taxa a cada corrida. Queremos compartilhar com as cooperativas, uma vez que não o comercializamos”, afirma.

Com relação ao futuro das cooperativas em um mercado que está se adaptando às novas tecnologias de forma acelerada, Hudson é otimista. “Muitas cooperativas estão passando por dificuldades, mas não é devido aos aplicativos. Acredito que essas empresas digitais não se lançaram no mercado com a intenção de quebrar as cooperativas”, diz.

Polêmica

O aplicativo de caronas Zaznu, cujo modelo foi importado dos Estados Unidos, gerou polêmica no mercado com seu lançamento no início de 2014. No Brasil, já são mais de sete mil motoristas cadastrados e três mil interessados em caronas. Apesar de ser um aplicativo de caronas, o pagamento em dinheiro é sugerido com a ideia de renda extra aos motoristas.

O presidente do Conselho Regional de Taxistas do Rio de Janeiro (CRT-RJ), Severino Vicente, destaca que algumas cooperativas estão desenvolvendo o próprio aplicativo utilizando os sistemas que já possuem. “Não vejo os aplicativos de táxi como concorrentes, as pessoas estão aderindo a eles e a tendência é a de que os taxistas acompanhem de perto esse processo. Há espaço para todos”, pondera, acrescentando que em casos como os aplicativos de caronas, o CRT-RJ não pode permitir que pessoas não legalizadas concorram com o trabalho dos taxistas.

O fundador do blog Taxinforme, André Oliveira, também se posiciona contrário ao serviço apelidado de “praga para devorar a lavoura dos taxistas”. “Não somos contra os aplicativos, isso é o progresso, mas táxis fantasmas acabam utilizando esta ferramenta para se consolidarem, aumentando a concorrência desleal”, frisa.

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