A vitória do planejamento

“Planos não são nada, planejamento é tudo.”
(Dwight D. Eisenhower, presidente americano)

 

Bases_450 x 450 px_ClaudioPor Cláudio Montenegro, editor-executivo da Rio Cooperativo

O sucesso da seleção da Alemanha na Copa do Mundo 2014 não configura uma surpresa ao nos depararmos com uma simples constatação, a de que a excepcional campanha do tetracampeonato dos alemães é fruto de dedicação, perseverança, vontade e, acima de tudo, planejamento! E é nisso que todas as empresas, sejam cooperativas ou não, devem se mirar para enfrentar o mercado, superar os desafios e obstáculos e alcançar o sucesso de seus empreendimentos.

Começando por definir minuciosamente que caminho deve seguir, sabendo claramente onde se quer chegar. Que ferramentas devem ser utilizadas em sua caminhada, o preparo adequado de cada parceiro nessa jornada, as informações exatas para não se desviar do caminho seguro e se embrenhar por trilhas perigosas, acidentadas ou abismos sem fim.

Assim se deve ter em mente o planejamento moderno e eficaz de uma empresa, elencando os elementos básicos de uma análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças), a capacitação adequada e profissional dos atores envolvidos no projeto, a definição clara de metas e objetivos, bem como as possíveis correções de trajetória no decorrer do processo.

São pontos fundamentais para um planejamento bem delineado, pensado para resultados a médio e longo prazos, e não apenas para retornos imediatos e, por consequência, ilusórios e inócuos.

Devemos pensar na lição que a elegante seleção germânica nos deixa na Copa das Copas. Um planejamento que teve início logo após a derrota para o Brasil na final da Copa de 2002, quando se investiu na preparação das crianças para se tornarem futuros craques, sem queimar etapas, valorizando a educação, os conceitos familiares, o sentido de equipe e a busca incansável pelo primeiro lugar do pódio.

Chegaram ao Brasil com um pensamento voltado para o marketing, angariando em pouco tempo a simpatia do público local num vilarejo de Santa Cruz de Cabrália (BA). Dançaram com os índios pataxós, aprenderam o ritmo chiclete do “lepo-lepo” e, num golpe supremo, vestiram as cores do clube mais popular do Brasil, o Flamengo. A sinergia foi tamanha que nem a acachapante surra dos 7×1 na seleção brasileira conseguiu afastar o apoio dos torcedores brasileiros na final com a Argentina, em pleno Maracanã tomado pelos hermanos. Tudo minuciosamente planejado, do marketing à atuação dentro de campo.

Os alemães nos deram, mais que uma aula de futebol moderno, objetivo e eficaz, uma verdadeira lição de como devemos nos preparar para o dia-a-dia em nossas instituições. Devemos olhar nossos erros e aprender com eles, de forma a evitá-los no futuro. Não podemos deitar nos louros de outrora, considerando-nos acima do bem e do mal, incapazes de sermos atingidos pelas intempéries que o mercado, esta entidade tão avassaladora, insiste em nos colocar de frente de tempos em tempos.

A regra é clara: ou aprendemos a lição, ou o mercado e a concorrência nos ganharão sempre de goleada.

 

Boa leitura e saudações cooperativistas!

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