Marcos Diaz: Uma gestão de conquistas

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RC: Na sua opinião, quais são os principais desafios do cooperativismo nos dias de hoje?

Dentre os pontos principais, destaco que precisamos fortalecer a imagem, a cultura e a comunicação cooperativista. Necessitamos promover a segurança jurídica e regulatória das nossas cooperativas e, também, a intercooperação. Outros pontos essenciais são a profissionalização da gestão e governança das cooperativas e a qualificação dos empregados, pois somente assim conseguiremos aumentar a representatividade do cooperativismo.

RC: Quais são os meios para alcançar estes objetivos?
Destacamos a coerência da atuação das cooperativas com a filosofia do cooperativismo, comunicar melhor para a sociedade os benefícios, os diferenciais e os bons exemplos, cobrar a legalização das cooperativas constituídas à margem da Lei no 5.764/71 e legislações afins, para evitar imagem negativa. Também é importante disseminar os princípios, valores e filosofia cooperativista e atuar junto à instituições visando a unificação do pensamento cooperativista. O adequado tratamento tributário para as cooperativas, a definição do novo Marco Legal, a regulação do Ato Cooperativo são outros meios. Vale ressaltar a necessidade do aumento da capacidade de governança das cooperativas, de difundir e implementar a autogestão, a adoção de novas técnicas de educação, a retenção de talentos e preparação dos empregados de cooperativas para as necessidades futuras de qualificação. Estimular o desenvolvimento de novos produtos e serviços demandados pelo mercado de forma integrada, intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e experiências entre as cooperativas, defesa de interesses do cooperativismo, dar amplo conhecimento às cooperativas das ações de representação executadas pelo Sistema, atuação nos diversos fóruns – públicos e privados – e ter lideranças legítimas e com alta credibilidade.

RC: Cursos, palestras e parcerias estão sendo implementadas. Qual a importância destes projetos?
Como base da sustentabilidade e viabilidade das cooperativas, a capacitação e profissionalização contemplam todos os níveis de sua estrutura visando ao crescimento e à projeção destas no mercado. Promovemos cerca de 300 ações por ano, com foco no crescimento profissional dos sócios, buscando dirimir a competitividade no mercado.

RC: Outra medida promovida pelo Sistema é a assinatura de Termos de Cooperação Técnica com Prefeituras e o meio acadêmico, como a parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Qual são os objetivos destas ações?
Nossa meta é agregar valores, conhecimentos, técnicas e aprendizado. A criação de uma incubadora de cooperativas na UFRRJ, por exemplo, difunde o cooperativismo no meio acadêmico, despertando nos jovens os princípios cooperativistas. A aproximação junto às Prefeituras desenvolve o cooperativismo na economia da região, além de promover a visita de profissionais de excelência para ministrar cursos nas cidades, a fim de conscientizar os trabalhadores sobre a importância do associativismo, mostrando seus benefícios e vantagens.

RC: O Rio de Janeiro possui um número elevado de cooperativas no interior do Estado. Os Escritórios Regionais do Cooperativismo diminuem a distância entre o Sistema e as cooperativas. Como é feito este trabalho? Existe a perspectiva para a criação de novos?
Os Escritórios Regionais realizam um constante trabalho de campo com objetivos direcionados. Acreditamos que a proximidade física garante a credibilidade de forma imensurável para o desenvolvimento de nossas ações. Um novo mapeamento está sendo realizado, de modo a propiciar uma nova visão para a criação e/ou nova distribuição das regiões, objetivando maior abrangência sem comprometer a qualidade.

RC: Em 2013 algumas cooperativas participaram de programas de governança cooperativa, como o PDGC e o PAGC, promovidos pela OCB Nacional. Qual a importância do Rio de Janeiro neste projeto? Qual foi o diagnóstico detectado pelo Programa?
O Sescoop desenvolveu importantes programas nacionais que visam à melhoria da qualidade da gestão cooperativista, inclusive nivelando a linguagem utilizada nos estados e sua forma de aplicação pelas Unidades Estaduais. A expansão desses programas tem sido promovida pelo setor de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas do Sescoop/RJ. Como fruto, em novembro do ano passado três analistas foram homenageados por terem participado da avaliação do primeiro prêmio da área.

RC: Quais as principais ações do Sistema nos próximos meses para beneficiar as cooperativas?
Acreditamos na profissionalização da gestão. Destaco, também, uma maior aproximação com a base cooperativista, o que nos remete a conhecer a real necessidade da situação dos cooperados. Iremos trabalhar de forma ampla em todos os segmentos por meio de treinamentos e projetos de divulgação do cooperativismo para a sociedade, o que resultará em novos negócios para as cooperativas. Buscaremos, assim, a sustentabilidade econômica e social do cooperativismo em todo território fluminense.

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