Sociedade sem máscaras

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Por Cláudio Montenegro, editor-executivo da Rio Cooperativo*

“O progresso é impossível sem mudança. Aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada”
(George Bernard Shaw)

O reflexo das manifestações ocorridas na cidade nos últimos meses é um exemplo tácito de que a sociedade evolui. Evolui sem máscara, pela liberdade e por acreditar em ideais. A sociedade está em processo de evolução – há dois mil anos – mas ainda não chegou ao seu ideal.


As manifestações, no entanto, tiveram um resultado trágico, além de não alcançar as propostas iniciais: a morte do profissional da imprensa Santiago Andrade, repórter cinematográfico da TV Bandeirantes, que cobria uma das passeatas contra o aumento das passagens de ônibus do Rio de Janeiro e que terminou em batalha campal entre manifestantes e policiais nas ruas do centro da cidade.

Achavam que a imprensa se calaria ou tomaria algum tipo de partido. Achavam que seria a favor de blocos pretos ou brancos com ou sem máscaras. Mas a imparcialidade, um dos princípios da liberdade de expressão, mostra que a democracia evolui com temáticas plausíveis, longe de brigas e arruaças que destroem o patrimônio público e, mais do que isso, vidas.

Aqui pode ser feito um paralelo com o 7º Princípio do Cooperativismo, que fala sobre o interesse pela comunidade, em que cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentável de suas regiões através de políticas aprovadas por seus membros. Comunidade que pode ser expandida para município, estado e país.

As máscaras também caíram no parlamento brasileiro. O fim do voto secreto é o exemplo do início de um processo de (possíveis) mudanças. O voto, portanto, é arma mais poderosa do que os blocos organizados por pessoas alheias às regras e que confundem liberdade com libertinagem.

Nesta edição de Rio Cooperativo você irá conhecer como uma gestão íntegra e sustentada de um Sistema Estadual pode transformar cooperados, um voto que vale a pena. Vai ler que o nosso país precisa evoluir muito, em uma reportagem especial sobre o panorama do transporte rodoviário no estado.

Mas as mudanças possuem objetivos claros. Muitas vezes, para o bem-estar da sociedade. No segmento Transporte de cooperativas de táxis, por exemplo, um novo Código Disciplinar foi implantado. Mudanças que precisam ser definidas com regras claras e defendidas por quem entende do assunto. No Rio, existe a Delegacia da Associação Internacional de Direito Cooperativo (AIDC/BR), que promove o avanço dos estudos jurídicos relacionados às cooperativas.

Crescimento sustentado de décadas constrói uma instituição sólida, como é o caso do Sicoob Coopvale e que você conhecerá nas próximas páginas. Inovações, participação dos sócios, responsabilidades, direitos e deveres. Na seção Questão Cooperativista desta edição mostraremos a evolução do cooperativismo que teve início com os heróis de Mondragon.

O diferente também está presente. Uma cooperativa de mergulhadores que desenvolve um trabalho diferenciado e importante na extração de petróleo brasileiro.

Organizados em cooperativas ou não, devemos acreditar que a cooperação e a democracia caminham lado a lado, assim como a justiça e o livre direito de ir e vir, e de expressar a nossa vontade de ser e de viver.

Boa leitura e saudações cooperativistas!

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