Bernardo Ariston: os desafios do MAPA-RJ

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RC: Qual foi o panorama que encontrou na superintendência do Rio?

Quando assumi o cargo, o então ministro Mendes Ribeiro me confidenciou que eu iria encontrar uma superintendência
desorganizada. Os primeiros meses foram necessários para organizar a casa, os contratos, as licitações e preparar as novas ações e parcerias. Encontrei, também, funcionários desestimulados. Uma das vertentes do trabalho foi tentar resgatar
a autoestima dos servidores daquela casa.

RC: Esta organização de equipe também chegou aos portos e aeroportos?

Sim. A fiscalização nos portos e aeroportos é uma questão importante para o país. Quando assumi, também percebi que era necessário organizar estas importantes áreas de entrada e saída de mercadorias.

RC: Após este trabalho de ajuste da casa e de estímulo aos servidores, quais são as ações atuais realizadas pelo Mapa/RJ?

A atividade-fim desta superintendência é fiscalizar a qualidade alimentar. O departamento de Política do Agronegócio e Desenvolvimento precisa ser fortalecido e estimulado a ser inserido nos quatro cantos do Estado. Nosso trabalho
é justamente oferecer apoio, buscar alternativas aos agricultores e pecuaristas e orientá-los. E temos feito isso nesses meses.

RC: Alguma ação está sendo preparada para ramo agropecuário?

Ações em conjunto estão sendo planejadas e programadas para todas as atividades do agronegócio. O cooperativismo é uma realidade e alavanca para o desenvolvimento econômico e social. O Brasil é um país continental e, se não soubermos administrá-lo bem e todas as instâncias, o cooperativismo falhará nos seus objetivos de crescimento e desenvolvimento socioeconômico da população. O cooperativismo é uma excelente alternativa para mudar realidades e temos tudo para crescer através dele.

RC: Existe uma preocupação do Mapa/RJ em manter postos de trabalho que foram criados com o surgimento das cooperativas?

Com certeza. Não é à toa que o Ministério possui o Departamento Nacional do Cooperativismo (Denacoop) e o novo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, está procurando cumprir também as orientações da presidenta Dilma Rousseff. Não tenho dúvidas de que, se continuar nesta linha de trabalho, poderá dar o retorno que lhe foi confiado. O Mapa precisa se valer deste Departamento para gerar emprego, trabalho e renda.

RC: Desde sua posse, o cooperativismo vem ganhando um papel importante no Mapa/RJ. Qual é a sua impressão sobre o sistema cooperativista?

Tenho a melhor impressão possível. Uma das primeiras instituições a me procurar foi o Sistema OCB/Sescoop-RJ. O presidente Marcos Diaz colocou-se à disposição e tem efetivamente ajudado no processo de integração, me levando
para conhecer as cooperativas do Estado. Isso é muito importante e independente. Ele entendeu a importância de uma parceria com o Mapa/RJ no processo de desenvolvimento do cooperativismo fluminense. Fico muito feliz em saber que existe um organismo como o Sistema OCB/Sescoop-RJ que tem esse nível de preocupação com a base.

RC: Quais são os frutos desta parceria com o Sistema OCB/Sescoop-RJ?

A integração que está sendo feita com o Mapa/RJ já é um diferencial. Estamos vendo exemplos na prática pois as cooperativas estão recebendo o Ministério de portas abertas. Algo impensável há alguns meses.

RC: Qual deverá ser o futuro desta parceria?

Acredito que a união faz a força e que precisamos ter esperança em dias melhores. No entanto, não podemos ficar esperando o dia chegar. Temos que colocar a mão na massa e fazer a diferença. O Sistema terá meu apoio irrestrito para levar a mensagem de incentivo ao cooperativismo. Acho que é uma bela saída para a Agropecuária e, no Brasil, é preciso uma política como esta. Mas ainda temos muita coisa a realizar para a sociedade.

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